19/12/2010
30/11/2010
13/11/2010
Disseram-me no outro dia que as relações vivem-se, maioritariamente, na cabeça de cada um. Achamos que somos tão especiais, cheios de certezas da nossa unicidade, cheios de convicção de que os momentos passados a dois nunca vão ser superados por mais ninguém. Mas está tudo na nossa cabeça. Achamos que vivemos uma relação a dois, mas na verdade vivemos uma relação com o nosso ideal de relação.
Por mais que me tenha identificado com esse pensamento, hoje pensei que comigo é diferente. Eu vivo uma relação com a relação que não quero ter.
Possessividade foi uma palavra que nunca encaixou bem no meu vocabulário. Ciúme sim.
Vivo os ciúmes desde sempre. Vivo com esse sentimento e sempre tentei ultrapassa-lo. Fingir que não estava ali, ignorar o que sentia.
Até que chegou alguém que me mostrou que fazia sentido partilhar os defeitos. Mas se calhar havia uma razão para ter deixado esta caixa fechada a sete chaves. Se calhar havia uma razão para não a mostrar, para não dar razão de sua existência.
A verdade. A verdade é que nos escondemos sempre atrás de algo. Somos fantasmas de nós próprios. Da nossa própria rotina, dos nossos passos, das nossas decisões. Tiramos partido do exterior para nos desculparmos dos actos que sabemos que são errados. Incorrectos.
De outras pessoas, de outros sentimentos que habitam em outros corpos.
A mim parece-me que hoje em dia as pessoas dizem frases só por dizer. Porque soa bem. Rima com o verso anterior apesar de, se pensarmos um pouco sobre isso, não faz sentido nenhum.
Tenho saudades do Natal. E o natal aqui não chega. Chega a neve, o chocolate quente, a lareira, os enfeitos, as luzes, a árvore, os chapéus à rena e fatiotas à pai natal. Mas não chega o natal lisboeta. O ficar parado no trânsico do Marquês de Pombal e contemplar a árvore de natal gigante do parque Eduardo VII enquanto se come as castanhas compradas na esquina do Tivoli. Não, esse natal não existe.
Percebi que já mudei tanto. Tantas pessoas passaram dentro de mim. Pessoas de que me orgulho, e pessoas que não reconheço.
Mas hoje não reconheço principalmente a pessoa que habita em mim no presente.
E o que mais me assusta é que, todas as vezes que mudei, que saltitei de personalidade em personalidade foi sem querer...foi por conhecer pessoas assim ou assado, por me ter acontecido isto ou aquilo. Não foi porque quis. Não foi por nenhuma etapa traçada.
Parece que cheguei a um limite. Ao limite do quarto de personalidades que existe na minha alma gigantemente pequena.
E não me apetece pensar mais sobre isto.
Custa-me olhar para trás e ver que as decisões mais difíceis que tive de tomar na vida, resolvias virando as costas ao problema.
Toda a gente diz que é mais fácil. Não é mais fácil. Mas também não é mais difícil. Simplesmente poupa tempo. Um tempo de se's, de indecisões, de ponderações, de balanceamento...um tempo sujeito a romper-se noutra oportunidade mal dada. Odeio esses tempos. Esses tempos perdidos que nos fazem gastar meses de outras hipóteses só porque não queremos aceitar a hipótese mais viável. Porque estamos de perto, e de perto vê-se mal.
E tento não cair na tentação de virar as costas a este problema. Não seria mais fácil. Mas pouparia este tempo de tentativas falhadas.
Por mais que me tenha identificado com esse pensamento, hoje pensei que comigo é diferente. Eu vivo uma relação com a relação que não quero ter.
Possessividade foi uma palavra que nunca encaixou bem no meu vocabulário. Ciúme sim.
Vivo os ciúmes desde sempre. Vivo com esse sentimento e sempre tentei ultrapassa-lo. Fingir que não estava ali, ignorar o que sentia.
Até que chegou alguém que me mostrou que fazia sentido partilhar os defeitos. Mas se calhar havia uma razão para ter deixado esta caixa fechada a sete chaves. Se calhar havia uma razão para não a mostrar, para não dar razão de sua existência.
A verdade. A verdade é que nos escondemos sempre atrás de algo. Somos fantasmas de nós próprios. Da nossa própria rotina, dos nossos passos, das nossas decisões. Tiramos partido do exterior para nos desculparmos dos actos que sabemos que são errados. Incorrectos.
De outras pessoas, de outros sentimentos que habitam em outros corpos.
A mim parece-me que hoje em dia as pessoas dizem frases só por dizer. Porque soa bem. Rima com o verso anterior apesar de, se pensarmos um pouco sobre isso, não faz sentido nenhum.
Tenho saudades do Natal. E o natal aqui não chega. Chega a neve, o chocolate quente, a lareira, os enfeitos, as luzes, a árvore, os chapéus à rena e fatiotas à pai natal. Mas não chega o natal lisboeta. O ficar parado no trânsico do Marquês de Pombal e contemplar a árvore de natal gigante do parque Eduardo VII enquanto se come as castanhas compradas na esquina do Tivoli. Não, esse natal não existe.
Percebi que já mudei tanto. Tantas pessoas passaram dentro de mim. Pessoas de que me orgulho, e pessoas que não reconheço.
Mas hoje não reconheço principalmente a pessoa que habita em mim no presente.
E o que mais me assusta é que, todas as vezes que mudei, que saltitei de personalidade em personalidade foi sem querer...foi por conhecer pessoas assim ou assado, por me ter acontecido isto ou aquilo. Não foi porque quis. Não foi por nenhuma etapa traçada.
Parece que cheguei a um limite. Ao limite do quarto de personalidades que existe na minha alma gigantemente pequena.
E não me apetece pensar mais sobre isto.
Custa-me olhar para trás e ver que as decisões mais difíceis que tive de tomar na vida, resolvias virando as costas ao problema.
Toda a gente diz que é mais fácil. Não é mais fácil. Mas também não é mais difícil. Simplesmente poupa tempo. Um tempo de se's, de indecisões, de ponderações, de balanceamento...um tempo sujeito a romper-se noutra oportunidade mal dada. Odeio esses tempos. Esses tempos perdidos que nos fazem gastar meses de outras hipóteses só porque não queremos aceitar a hipótese mais viável. Porque estamos de perto, e de perto vê-se mal.
E tento não cair na tentação de virar as costas a este problema. Não seria mais fácil. Mas pouparia este tempo de tentativas falhadas.
03/11/2010
Nicest Thing...
"Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I say 2 sugars actually I meant 3,
I wish that without me your heart would break,
I wish that without me you'd spending the rest of your nights awake,
I wish that without me you couldn't eat,
I wish I was the last think on your mind before you went to sleep..."
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I say 2 sugars actually I meant 3,
I wish that without me your heart would break,
I wish that without me you'd spending the rest of your nights awake,
I wish that without me you couldn't eat,
I wish I was the last think on your mind before you went to sleep..."
10/10/2010
08/10/2010
# 1
06/10/2010
25/09/2010
É verdade, esqueci-me...
Esqueci-me de como eram feitos os sonhos.
Às vezes quando abro esta página do blog lembro-me de ti. De como descreves sempre tão bem todas as situações, de como te podia entregar o meu coração e de como tu o poderias transcrever melhor que ninguém.
Hoje procurei aquela música que oiço sempre que estou triste. Ou sempre que me apetece pensar mais a fundo em alguma coisa que sei que, eventualmente, me deixará triste. Hoje esqueci-me de como se chama. Oiço então uma tua. Roubei-te uma música.
Há momentos aqui que me lembro do quão longe estou dum mundo meu e do quão perto estou do meu mundo. E há momentos em que isso não faz mal. E outros em que uma melodia deita abaixo o sol que não entra pela janela.
Tenho pensado no Amor.
Deve haver uma razão para isso. Deve haver, com certeza, uma razão para isso.
Ontem os meus lençóis estavam frios pela primeira vez.
Ultrapassámos tanta coisa na vida, vivemos tanto até chegar aqui... E, agora, não sei o que significa este momento intemporal.
Este silencio no meu coração. Ele descansou finalmente. Resolveu dormir uma sesta e adormeceu.
Pediu-me expressamente para não o acordar, para o deixar ficar neste manto branco de uma neve quente.
Tenho-o sentido apertado. E sei perfeitamente porque tem estes pesadelos. Mas agora já fui longe demais e o seu silencio perdoa-me.
Fui longe demais. Outra vez. Fui longe demais com o meu coração. Obriguei-o a seguir este caminho que agora vejo que não foi certo.
Tenho pensado no Amor. No quanto deixei de pensar nele. No quanto é afinal para mim importante pensar nele.
Tenho pensado no quanto queria perceber o que é certo e o errado e juntar-me com ele nesse manto de paz. Respirar fundo como já fiz. Fechar os olhos.
Não foi certo tê-lo deixado viver tanto agora. Tapar-lhe tantas vezes a boca e a voz. A voz. Tapei-lhe a voz vezes sem conta. Tantas vezes. Tantas vezes que às vezes cheguei a pensar que ele tinha se esquecido de como se dizia Amo-te.
22/09/2010
21/09/2010
Gent .
Gent é a minha nova cidade.
Gent/Gand/Ghent...
Aqui fala-se todas as línguas. Falas em inglês e as pessoas respondem em holandês. Falas em português e as pessoas respondem-te em espanhol.
Rapidamente percebes que viemos todos do mesmo sítio... Do BigBang, do Homo Sapiens... Whatever it is, we are all the same.
Pensava que ia ser mais difícil do que está a ser.
Apetece-me chorar às vezes. Mas não choro.
Se calhar estou a ficar forte. Aquela força que nunca tive realmente.
Ou se calhar ainda só passaram uns dias.
Em Gent anda-se de bicicleta. Não há trânsito, não há carros praticamente. Há trams (metros à superfície), alguns autocarros, bicicletas e taxis. Há estradas só para bicicletas, semáforos só para bicicletas, rotundas só para bicicletas, parques de estacionamento só para bicicletas...
Há parques em todo o lado. Cada um tem alguma coisa que o torna bonito e especial. Um tem patos no lago e esquilos nas árvores, o outro tem flores amarelas e cor-de-rosa em todo o lado, o outro tem um canal a correr mesmo à frente...
Há uma rua cheia de bares. E cada bar pertence a um monumento. Ao longe parece uma igreja ou uma catedral enorme e pormenorizadamente bem construída, e de perto há pessoas na esplanada a beber cerveja e a tomar café.
Tenho saudades, sim.
E já contei os dias até ao dia do bilhete de volta a Lisboa.
Faltam exactamente 3 meses e 2 dias.

Gostava de te ouvir dizer que esperas por mim.
Gent/Gand/Ghent...
Aqui fala-se todas as línguas. Falas em inglês e as pessoas respondem em holandês. Falas em português e as pessoas respondem-te em espanhol.
Rapidamente percebes que viemos todos do mesmo sítio... Do BigBang, do Homo Sapiens... Whatever it is, we are all the same.
Pensava que ia ser mais difícil do que está a ser.
Apetece-me chorar às vezes. Mas não choro.
Se calhar estou a ficar forte. Aquela força que nunca tive realmente.
Ou se calhar ainda só passaram uns dias.
Em Gent anda-se de bicicleta. Não há trânsito, não há carros praticamente. Há trams (metros à superfície), alguns autocarros, bicicletas e taxis. Há estradas só para bicicletas, semáforos só para bicicletas, rotundas só para bicicletas, parques de estacionamento só para bicicletas...
Há parques em todo o lado. Cada um tem alguma coisa que o torna bonito e especial. Um tem patos no lago e esquilos nas árvores, o outro tem flores amarelas e cor-de-rosa em todo o lado, o outro tem um canal a correr mesmo à frente...
Há uma rua cheia de bares. E cada bar pertence a um monumento. Ao longe parece uma igreja ou uma catedral enorme e pormenorizadamente bem construída, e de perto há pessoas na esplanada a beber cerveja e a tomar café.
Tenho saudades, sim.
E já contei os dias até ao dia do bilhete de volta a Lisboa.
Faltam exactamente 3 meses e 2 dias.

Gostava de te ouvir dizer que esperas por mim.
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